terça-feira, 19 de janeiro de 2010

HOLOCAUSTO - CAMPO DE EXTERMÍNIO


Campo de Auscwitz-Birkenau.
Campo de Extermínio
Campo de extermínio (em língua alemã Vernichtungslager) era o termo aplicado a um grupo de campos construídos pela AlemanhaNazista durante a Segunda Guerra Mundial com o objetivo expresso de matar os "inimigos" do regime nazista (judeusciganosde etnia roma, prisioneiros de guerra soviéticos, bem como polacos e outros). Tudo isto é parte do Holocausto e da chamadaSolução final da questão judia, o plano para (nas palavras dos Nazi) limpar as terras alemãs do povo judeu. Estes campos são também conhecidos como os "campos da morte".

Diferença face aos campos de concentração

Existe uma sensível distinção entre campos de extermínio ecampos de concentração, tais como os de Dachau e Belsen, cuja maior parte se situava na Alemanha. Os campos de concentração constituíam um sistema de encarceramento e aglomeração dos vários "inimigos do Estado" (tais como comunistas e homossexuais) e dispunham de bases de recursos de trabalho forçado para empresas alemãs. Muitas vezes, os judeus inicialmente detidos nestes campos de concentração eram posteriormente enviados para os campos de extermínio. Nos primeiros anos do regime Nazi (estabelecido em 1933) alguns judeus foram enviados para estes campos. Após 1942, no entanto, houve o início das deportações em massa para os campos de concentração, sendo que muitos destes enviados eram, ou imediatamente ou em seguida, enviados para os campos de extermínio.

Campos de trabalho escravo

Também há que distinguir os campos de extermínio dos campos de trabalho escravo, que foram construídos em todos os países ocupados pelos alemães para explorar o trabalho dos prisioneiros de vários tipos, incluindo prisioneiros de guerra. Muitos judeus trabalharam até à exaustão e morte nesses campos, mas depois de 1942, toda a força laboral judaica, mesmo que útil ao esforço de guerra alemão, foi enviada para o extermínio. Em todos os campos Nazis havia altas taxas de mortalidade como resultado da fome, doença e exaustão, mas apenas os campos de extermínio eram construídos especificamente para a matança organizada.

Métodos

O método de execução mais comum nestes campos era pelo gásZyklon B, que era utilizado nas famosas câmaras de gás, apesar de muitos prisioneiros terem sido executados por fuzilamento e outros meios. Os corpos dos mortos eram destruídos emcrematórios (excepto em Sobibór onde eles eram cremados em fogueiras ao ar livre), e as cinzas eram enterradas ou dispersas.

Lista dos campos

A maioria das fontes históricas reconhecem seis campos de extermínio, todos eles situados na Polónia ocupada. Eles eram:
Destes, Auschwitz II e Chełmno estavam situados dentro de áreas da Polónia ocidental anexada pela Alemanha. Os outros quatro estavam situados na área do Governo Geral.
Um sétimo campo, muito menos conhecido que estes seis situava-se em 
Maly Trostenets, na actual Bielorússia. O regime fantochecroata dos Ustaše também montou um campo de extermínio emJasenovac.
TreblinkaBełżec e Sobibór foram construídos durante a Operação Reinhard, o nome de código para a matança sistemática dos judeus na Europa, conhecido amplamente como sob o eufemismo, de "solução final da questão judia" (Endlösung der Judenfrage). A operação foi decidida na conferência de Wannsee de Janeiro de1942 e conduzida sob o controle administrativo de Adolf Eichmann.
Estes campos, juntamente com 
Chełmno que havia sido construído mais cedo, eram puros campos de extermínio, construídos com o objectivo único de matar em grande escala.

Número de vítimas

O número de pessoas mortas nos sete maiores campos foi estimado em:
  • Auschwitz-Birkenau: cerca de 1.100.000
  • Treblinka: pelo menos 700.000
  • Bełżec: cerca de 434.500
  • Sobibór: cerca de 167.000
  • Chełmno: cerca de 152.000
  • Majdanek: 78,000
  • Fim da guerra

    Quando as forças armadas soviéticas avançaram sobre a Polónia em1944, os campos foram fechados e completamente desmantelados, os fornos crematórios inutilizados, os restos das vítimas cremados e as cinzas lançadas na atmosfera por enormes ventiladores, tudo isso na esperança de ocultarem o que tinha ali ocorrido. O governo comunista polaco do pós-guerra, consciente da sua impopularidade e não desejando levantar a questão do extermínio dos judeus numa Polônia ainda muito anti-semita, não empenhou-se em preservar estas construções, permitindo assim a sua decadência física - se bem que sempre permitindo a sua visitação pública. Somente após a queda do comunismo em 1991, foi feito um esforço renovado de preservação dos vestígios materiais do extermínio nazista e de sua pesquisa histórica, sendo os campos reconstruídos como centros culturais e memoriais afins, especialmente Auschwitz, que até hoje ostenta uma enorme chaminé onde teriam sido incinerados os 1.500.000 judeus desse campo, o mais conhecido de todos. Com o ressurgimento do nacionalismo polonês - e de suas raízes anti-semitas - numa ambiência pós-comunista, houve, no entanto, um acirramento das disputas entre o governo polaco e organizações judaicas sobre aquilo que é e não é apropriado ser divulgado nestes sítios. Alguns grupos judaicos, preocupados em preservar a memória do Holocausto, manifestaram junto às autoridades polonesas a objecção à construção de outros memoriais, inclusive cristãos, no entorno destes campos.

    FONTE: Documentos do Holocausto, Polônia, 1944. 
    PESQUISADOR: Artur Ricardo - Historiador
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