quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

CONHECENDO A PEDRA AGUDA EM ARACOIABA/CEARÁ







“Monólito Terciário Legendário lá no sertão” (Do Hino do Município): elevação íngreme, em pleno sertão aracoiabense, ocupando, aproximadamente, 12 km de circunferência e 320 metros de altitude (segundo alpinistas que subiram e mediram no dia 17 de maio de 2008 – cf.: http://www.youtube.com/watch?v=w0sX_Xhiie8 ), tem sua forma bastante semelhante ao Pão se Açúcar, do Rio de Janeiro. Devido ao brilho refletido pela composição rochosa, que lhe deu origem, e pelos ecos que ressoam de suas concavidades e de seus largos flancos e também por se constituir uma imensa e altaneira montanha de pedra, torna-se, por esta razão, uma verdadeira “Concha Acústica” da natureza, em meio à amplidão da planície, que se estende a seu redor. Daí por que lhe é a legendária fama de um palácio de ouro Encantado, de onde advêm fabulosos contos (...).
Segundo Dr. Salomão Alves de Moura Brasil (In memoriam), a gigantesca perda servia muitas vezes de orientação para viandantes e navegantes em alto mar - “Como atalaia, é referência ao viandante, ao navegante, na imensidão” (Do Hino do Município).
Muitos sonharam e tentaram escalar aquela pedra “encantada e misteriosa”, localizada na propriedade do Sr. César Guedes Alcoforado (In memoriam). Hoje, pertence a sua filha, Sra. Margarida Maria Pessoa Guedes, esposa do Sr. Luís Osmando Oliveira Guedes.
Em 1958, durante a calamitosa e trágica seca que assolou os sertões cearenses (FUNCEME), surgiram as chamadas “Frentes de Emergência”, cujo objetivo era a construção de açudes e estradas. E a mão-de-obra especializada denominava-se de “cassacos” (homens que trabalhavam nessas construções). Segundos relatos dos mais experientes que que dois cassados, aventureiros, o Sr. Francisco Rodrigues de Araújo, conhecido por Chico Rodrigues e o Sr. Valdir Lino, escalaram a famosa pedra, quebrando o tabu existente, relacionado à exploração da mesma. Um deles deixou, como bandeira demarcatória, um saco de farinha de trigo.
Em 2001, o Sr. Raimundo Antônio da Silva, um ex-cassaco, hoje reside em São Paulo, afirmou na época que, umas vinte pessoas (cassacos) conseguiram escalar até a metade da pedra.
Em outro depoimento dado a escritora Ana Nascimento, a Sra. Maria Garcia, soube que seu esposo, o Sr. Francisco Roque, o Putico, como era chamado, em 1981, também quebrou o velho tabu, realizando o sonho de escalar o majestoso monólito, desvendando, assim, os mistérios que resistiram ao tempo. Conforme o relato do Sr. Putico, como nos informou sua esposa, deduzimos que ele foi mais longe, pois afirmou ter encontrado solo, vegetação  e parte semelhante a um salão, realidade, aliás, condizente com a lenda, onde certamente, aconteciam festas do reino.
Ao descer da pedra, sua esposa soube que, segundo a mesma lenda. “ser humano nenhum” conseguiria sobreviver, após a escalada do monólito.
Coincidência ou não, o Sr. Francisco veio a falecer um ano depois.
Infelizmente, esses relatos não foram comprovados de fato, por não existirem documentos comprobatórios; a única prova foi o saco deixado em forma de bandeira, para afirmar a veracidade do fato heróico.
Em novembro de 1985, o jovem cinegrafista Giovani Lima Verde Oliveira formou uma equipe composta por Carlinhos Lima verde (seu irmão), Francisco Lusmar Paz, Alex Rabelo Lima Verde, Saulo Rabelo Lima Verde, Robertinho Silvestre e Noelier Soares Figueiredo. Essa turma conseguiu escalar dois terços da cobiçada pedra, sendo impedida a continuação da escalada, devido ao tempo que estava a escurecer. Os mesmo foram obrigados a permanecer toda a noite na pedra, sendo que, de madrugada, veio uma forte chuva, realidade que impediu o restante da escalada do monólito.
Também fizeram parte dessa equipe (permanecendo na casa de Dona Margarida), os operadores de rádio: Luís Filho e Luís César. Os patrocinadores da referida equipe foram o Sr. João, que ofereceu o jeep e rádios amadores, com o apoio do casal Luís Osmando e Margarida Guedes. Há documentos comprobatório dessa aventura, através de fotografias e fitas de vídeo (acervo do Giovani Lima Verde).
Durante esses dois últimos anos (2008/2009) a gigantesca pedra tem recebido vários alpinistas de diversos lugares do Brasil, com intuito de escalar e deslumbrar sua magnífica beleza. Agora sua escala não é um sonho é uma realidade.
Pedra Aguda, a pedra dos sonhos, a pedra das lendas, a pedra das aventuras, a nossa pedra aracoiabense!


(Texto da Escritora Ana Maria do Nascimento e adaptação do Historiador Artur Ricardo – Aracoiaba/CE - 17.12.2009 às 22H:15min.)




2 comentários:

Lusmar Paz Leite disse...

Meu caro amigo Artur!
Gostei muito de sua nova postagem. Parabéns!!!
Parte do comentário eu já conhecia, póis foi redigido por mim a pedido da escritora Ana. Eis o relato na íntegra:
"Em novembro de 1985, o jovem cinegrafista Giovani Lima Verde Oliveira formou uma equipe composta por Carlinhos Lima verde (seu irmão), Francisco Lusmar Paz, Alex Rabelo Lima Verde, Saulo Rabelo Lima Verde, Robertinho Silvestre e Noelier Soares Figueiredo. Essa turma conseguiu escalar dois terços da cobiçada pedra, sendo impedida a continuação da escalada, devido ao tempo que estava a escurecer. Os mesmo foram obrigados a permanecer toda a noite na pedra, sendo que, de madrugada, veio uma forte chuva, realidade que impediu o restante da escalada do monólito.
Também fizeram parte dessa equipe (permanecendo na casa de Dona Margarida), os operadores de rádio: Luís Filho e Luís César. Os patrocinadores da referida equipe foram o Sr. João, que ofereceu o jeep e rádios amadores, com o apoio do casal Luís Osmando e Margarida Guedes. Há documentos comprobatório dessa aventura, através de fotografias e fitas de vídeo (acervo do Giovani Lima Verde).
Parabéns mais uma vez Artur. Peço sua autorização para postar essa matéria no meu blog.
Um abração!!!

JOSENI disse...

Compartilhando com os leitores e seguidores do BLOG DO PARCEIRO, com os devidos créditos.
Confira:

http://josenidelima.blogspot.com.br/2013/03/conhecendo-pedra-aguda-em-aracoiabaceara.html

HISTÓRIA DE PACOTI - CEARÁ

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