sábado, 13 de fevereiro de 2016

DICA DE LIVRO - CORDÉIS DE HISTÓRIAS, de Abelardo Nogueira - Artemiza Correia - Bruno Paulino - Cícero Modesto - Gutemberg Andrade.



Cinco vates compõem este livro.  A nobre Artemiza Correia (que desde a sua Ocara, criou asas e singrou oceanos) e mais quatros renomados cavaleiros do Reino encantado e lúdico do Cordel: Abelardo Nogueira, Bruno Paulino, Cícero modesto e Gutemberg Andrade.
Especialmente marcado pela cadência melodiosa e linguagem simples, Histórias de Cordéis, além de lendas regionais e outras memórias, nos traz a vivência e a identidade de seus autores e os anais de sua gente. Com  palavras harmoniosamente sintetizadas e rimadas, sem esquecer a ironia e o bom humor, remete os leitores a visões sócio-históricas. Por vezes, também passeando pelo lirismo clássico e enfocando a poesia oral, apresenta-nos alegorias de costumes cotidianos e expõe  a originalidade do espírito de nossos colonizadores.
Por assim dizer, uma obra escrita com a corda do coração, na qual os autores vivenciam os melhores versos de suas lavras. Com o que há de mais atávico aos bardos do gênero, contemplam uma vasta diversidade de assuntos (fontes, temas e cenários que interagem com culturas distintas) criando e difundindo o Cordel. Além do mais, talvez até de modo instintivo, abordam, didática e educativamente, quase todos os monólogos e propagam o folclore.
Lembrando Nietzsche em, “A criatividade vem como um raio e não temos como detê-la”, eu diria que nossos ativos e elevados pensadores das cultas estradas da tradição popular foram iluminados pelo resplandecer da inventividade. E assim agradecidos por tal virtudes, deram asas à bem-vinda inspiração e navegarem, com maestria, as águas do eterno devir.
Enfim, abençoados pelo próprio dom e determinação, cada um de forma bem particular, constrói sua marcha literária. Percorre as estações dos tempos poéticos da própria alma. E, à medida que, por meio de suas estrofes ou estâncias, oportuniza-nos conhecer um pouco mais do universo da literatura popular brasileira – o Cordel – peroetuam seus talentos aqui expressões de conhecimento, experiência e amor...
Em síntese, História de Cordéis, que, sem dúvida, logo cairá no agrado dos leitores, é uma resposta aos desejos de seus autores. Pois, tudo aqui é tão verdadeiro quanto o sofrimento, tão amado quanto um sonho há muito acelentado.

(Bernivaldo Carneiro, escritor, membro da ACE – Associação Cearense de Escritoes - Texto de Apresentação do Livro: Cordéis de Histórias).



Em homenagem a um dos autores filho de Aracoiaba - Ceará, a Academia Virtual de História, traz na íntegra a Biografia de Abelardo Nogueira.


Abelardo Nogueira nasceu no Sítio Jacaré, Aracoiaba – Ceará, em 1970. Filho de Bartolomeu Batista Xavier e Francisca Chagas Nogueira Xavier, agricultores, junto dos quais viveu parte de sua vida ajudando no sustendo da família, Ainda na adolescência escrevia seus poemas e apaixonado pela literatura e a música, passou a morar em Aracoiaba, onde estudou no Colégio Almir Pinto. Em Fortaleza fez o Curso de Extensão em Música pela Universidade Federal do Ceará – UFC.
Músico, poeta, trovador e cordelista, conheceu vários lugares. Em Manaus, onde residiu por alguns anos, publicou seus primeiros livros: Conhecendo Manaus: cordel, e Uma janela ao horizonte: poesia. Ex-aluno e discípulo da escritora aracoiabense Ana Maria Nascimento, foi homenageado com um acróstico por ela no seu livro, Ciranda de Estrela, assim como na Coletânea Aracoiaba – História em Retalho, com o poema “Aracoiaba” lançado em 2012. De volta ao Ceará, torna-se participante ativo dos concursos de poesia da UBT-Maranguape, classificando em 2013, 2014 e 2015 várias trovas, inclusive em primeiro lugar.
Com o cordel “Balneário Cascatinha”, também obteve o segundo lugar. Dentre os trabalhos publicados estão os cordéis: “A Cantoria”, “O Casamento de Pitotim e Tica Coió”, Fransquim Filó”, “A Copa do Mundo”, “A Jumenta do Facebook, ô Coisa Mal Empregada” e os causos: “Ontôi Coisadim e o Polítiqueiro”, “A Pescaria” e “Prosas e Proezas”. O apego às raízes, á cultura e ao seu povo sempre foi uma marca permanente nos seus poemas sem, no entanto, privar-se de escrever sobre temas que lhe sejam oportunos.


 Mais informações ou desejar adquirir o livro, acesse a página do Facebook de Abelardo Nogueira

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HISTÓRIA DE PACOTI - CEARÁ

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