domingo, 24 de abril de 2016

4 Clássicos de Gilberto Freyre para download.

Olá seguidores e amantes do conhecimento, a Academia Virtual de História traz quatro clássicos do Antropólogo brasileiro Gilberto Freyre para os download.


Publicado em dezembro de 1933, 'Casa-Grande & Senzala' teve - e tem até hoje - enorme repercussão junto ao público. É uma obra indispensável para a compreensão da alma e da identidade do Brasil moderno. Mesclando a linguagem das ciências sociais com o texto histórico-literário, Gilberto Freyre, atendendo suas próprias expectativas, fez com que este livro - mesmo após setenta anos de sua publicação - se mantivesse vivo, atual, sendo considerado uma das mais importantes obras que retrata o pensamento brasileiro e que continua encantando e seduzindo os leitores. 



Em Sobrados e Mucambos, Gilberto Freyre analisa a decadência do patriarcado rural e o desenvolvimento do urbano, no período compreendido entre o final do século XVIII e a primeira metade do XIX. 

Como Casa-Grande & Senzala, a obra estuda o passado do povo brasileiro 'através de seus estilos de residência e a sua influência sobre a vida e o caráter do mesmo povo', pois casa, no Brasil, é também, 'como Gilberto Freyre demonstra em sua obra, escola, igreja, banco, partido político, hospital, casa comercial, hospício, local de diversão, parlamento, restaurante, e o que mais se queira', segundo a observação de Roberto DaMatta.
Por certo também teatro, no sentido usado por Calderón de la Barca – o grande teatro do mundo –, com os seus conflitos familiares, as práticas sexuais, o relacionamento de senhores e escravos, os raptos de iaiás, vaidades e orgulhos de famílias, muitas delas gabando-se de uma discutível pureza racial. Cenário ideal para a afirmação social do bacharel e do mulato, uma das características mais marcantes do período, de acelerada transformação social, em contraste com a época estudada em Casa-Grande & Senzala, segundo Freyre 'uma quase maravilha de acomodação'.
A obra repete as mesmas deliciosas ousadias de estilo de Casa-Grande & Senzala e utiliza os mesmos recursos de se documentar em fontes até então menosprezadas pelos estudiosos (velhos cadernos de anotações, livros de culinária, anúncios de jornais).



Gilberto Freyre foi um dos primeiros a chamar a atenção para a importância dos anúncios de escravos em jornais brasileiros do século XIX em livros como Casa-grande & Senzala e Sobrados e Mucambos como fontes documentais para nos aproximarmos do universo do cotidiano dos escravos. Em seu livro O Escravo nos Anúncios de Jornais Brasileiros do Século XIX, Freyre analisa brilhantemente estes anúncios, revelando neles, dentre outras coisas, as relações que se estabeleciam entre os escravos e seus proprietários. São desnudadas pelo sociólogo as diversas ocupações que os cativos vindos da África exerciam deste lado do Atlântico: desde trabalhadores das lavouras de cana-de-açúcar até barbeiros e cozinheiros pessoais de seus proprietários. Ele revela ser frequente nos anúncios de escravos fugidos vermos os escravos doentes e com deformidades físicas: 'negros de pernas cambaias', com 'pernas tortas pra dentro', 'zambos', uma infinidade de termos que indicam não só o excesso de trabalho dos cativos, bem como os maus-tratos que recebiam por parte de seus senhores.






Tempo Morto e Outros Tempos ocupa um lugar singular na obra de Gilberto Freyre e na própria literatura brasileira. 'É um livro marcante. No gênero nunca se fez coisa sequer semelhante em língua portuguesa', observa o próprio autor.

Redigido em forma de diário, a partir de 1915, quando o escritor tinha 15 anos, se estende até 1930, cobrindo todo o seu período de formação intelectual, da adolescência recifense aos anos de estudo nos Estados Unidos e as primeiras viagens à Europa.
Espécie de autobiografia juvenil, através do registro de reações íntimas, por vezes secretas, experiências mundanas, leituras, encontros com personalidades (algumas de influência decisiva no destino do escritor, como Oliveira Lima), é também, como todo documento memorialístico, o registro de uma época, seus hábitos e inquietações, problemas e esperanças, refletidos na vida particular do diarista, intercâmbio entre vida íntima e vida social.
O diário revela também, no adolescente curioso de vida, as primeiras inquietações com problemas sobre os quais, mais tarde, iria refletir de forma tão intensa, como o tempo, em suas várias coordenadas, o tempo cronológico, o tempo pessoal, o tempo social. Uma surpresa agradável é verificar que o jovem, que mal se iniciava nas letras, se revelava um escritor de excelentes recursos, com um estilo anunciador do texto personalíssimo e brasileiríssimo de Casa-grande & Senzala.
Enfurnado durante muitos anos em um baú, com uma grande parte destruída pelo cupim, o texto foi resgatado sem alterações, selecionados os trechos que o autor, na maturidade, julgou mais significativos. Diante disso, o crítico norte-americano Stephen Greenblatt classifica o livro como autoconstrução, documento que permite observar um homem maduro revivendo sua juventude, o que garante a esse tempo morto uma vivíssima atualidade.

Fonte: Resumo retirado das Editoras Saraiva.
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